quarta-feira, 17 de março de 2010

Z.U.M.B.I.S


Um dos mitos mais difundidos é o dos zumbis, também chamados mortos-vivos. Segunda a lenda são seres que morreram, mas por ação de um sacerdote vodu regressaram à vida e se converteram em escravos dessas pessoas. Foram convertidos em lenda e muitas pessoas acreditam que são reais, e de certo modo são, mas lamento desapontar as pessoas que pensam que estes pobres homens estão nesse estado devido ao conjuro de um maléfico mago porque não é assim, e neste artigo explicarei porque. Adiante…

Mas, o que é o Vodu ?

Vodu (em Dahomey vodun,‘espírito’), crença religiosa majoritária no Haiti, que também é praticada em Cuba, Trinidad, Brasil e no sul dos Estados Unidos, sobretudo na Louisiana. O vodu combina elementos do cristianismo primitivo, do catolicismo e de religiões tribais da África ocidental, particularmente Benín.Os cultos vodu veneram um deus principal, o BonDieu; os ancestrais ou, mais geralmente, os mortos; os gêmeos e os espíritos chamadosloa. Os loa, que podem variar de um culto a outro segundo o país, são deuses tribais africanos que se identificam com santos do cristianismo. O deus serpente, por exemplo, é ligado a são Patrício. Outros elementos católicos no vodu incluem o uso de velas, sinos, cruzes e orações, assim como a prática do batismo e o sinal da cruz. Entre os elementos africanos estão a dança, os tambores e a veneração de ancestrais e gêmeos.

Os rituais do vodu estão dirigidos cuidadosamente por um sacerdote ou santo, chamado houngan,ou uma sacerdotisa, chamada mambo..

E o que é um Zumbi?

Zumbi ou Zumbie, no vodu haitiano, corpo sem alma a que se devolve a vida para ser empregado em trabalhos físicos.

Nas tradições vodu, um zumbi é:

Um ser humano a quem um bokor (sacerdote ou sacerdotisa) roubou o ti bonange(alma menor). Este roubo é feito mediante técnicas de magia negra quando a pessoa está morrendo, e imediatamente depois de morrer. O tibonange é conservado em uma garrafa pelo ladrão, que a partir desse momento tem controle absoluto do corpo da pessoa morta. Esta carece de pensamento e controle autônomo, de modo que pode ser manejada como um escravo total e absoluto por parte do ladrão. Com o passar do tempo, o zumbi vai deteriorando-se, como se aprodecesse, e finalmente seu corpo acaba por morrer também.

O zumbi se converte assim em escravo do houngan, servindo-o em um estado de transe cataléptico como ‘morto vivo’. Acredita-se que os ghede(espíritos dos mortos que usam chapéus de copa) também podem criar zumbis.

Como os vampiros e lobisomens, os zumbis se converteram em personagens freqüentes de quadrinhos e filmes de terror.

Acredita-se que zumbi vem de zumbi, uma palavra que no Zaire se utiliza para referir-se aos médiuns, fantasmas ou outros espíritos dos mortos. A mesma palavra, zumbi, também se refere a um deus com forma de serpente píton, reverenciada por alguns povos do oeste africano.

A Explicação

Depois de tudo isto, cabem duas perguntas: Os zumbis realmente existem? E se existem, o que são? Desde o começo é preciso descartar que sejam literalmente mortos vivos, por mais que se diga que é possível infundir vida (mesmo que seja metade) a um corpo humano declarado clinicamente morto. O que resulta inegável é que no Haiti tem existido, e provavelmente continuará a existir, seres humanos chamados zumbis, cuja condição física, anímica e mental não é normal, que se encontrem em algum tipo de profundo transe, e que obedecem a quem os dominam. Isto independentemente de mitos, lendas e folclore.

Uma explicação perfeitamente racional é que, em muitos casos, os supostos zumbis são pessoas que padecem de deficiência mental. Algumas descrições de comportamento de zumbis correspondem vagamente aos de um caso de loucura convencional. Possivelmente, por vergonha ou outro motivo, uma família esconde cuidadosamente um parente que padece de problemas mentais. Então quando algum vizinho vê a pessoa, que age como zumbi e que acreditavam star morta há muito tempo atrás, juram que viram um morto vivo. Dadas a credulidade e a imaginação por vezes transbordante do ser humano, com o passar do tempo uma situação deste tipo pode converter-se facilmente em mito ou lenda. Esta parece uma explicação perfeitamente lógica do fenômeno zumbi. Mas há outra que pode explicar aqueles casos que aparentemente são “inexplicáveis”. Vejamos.

Sabe-se que os bruxos, magos, sacerdotes (como for), são capazes de induzir um estado cataléptico em suas vítimas. Uma catalepsia tão convincente que parecem autenticamente mortas, e assim são declaradas e sepultadas. Posteriormente são retiradas de suas tumbas e mediante uma cuidadosa combinação de drogas, são mantidas em um estado catatônico. Há alguns anos descobriu-se em que consistem essas drogas. O descobrimento foi feito por um investigador norte-americano, Wade Davis, quem viajou ao Haiti e até chegou a escrever um livro intitulado “A Serpente e o Arco-Íris”. Davis descobriu exatamente a fórmula usada por um bokor para converter uma pessoa em zumbi, e pôde comprovar que, usada por um perito, efetivamente reduz a vítima a um estado catatônico comparável com o de morte. E constatou deste modo que, quando o feiticeiro profanava a tumba do “morto” depois do sepultamento, dava outra poção à vítima para tirá-la de sua catatonia, embora a pessoa jamais voltará a ser a mesma. Ficará reduzida ao nível mental de umapessoa lobotomizada, ou seja, uma pessoa a quem se extirpou parte do cérebro. Este último aspecto é devido à privação de oxigênio que sofre o cérebro, conseqüência do ambiente fechado do ataúde em que foi colocado o desafortunado.

O curioso da revelação foi o “ingrediente secreto” da “fórmula zumbi&qu
ot;. Além de narcóticos diversos, a fórmula continha
tetradotoxina, veneno neurotóxico que se encontra no baiacu, e em algumas rãs venenosas.

O Peixe-balão (baiacu ou fugu)

Existem 120 espécies deste peixe, a maioria vive em águas tropicais, embora algumas espécies sejam de água doce, os peixes baiacu compõem a família Tetraodôntidos, ordemTetraodontiformes. O que vemos na ilustração é um peixe-balão espinhoso.

São muito apreciados em diversas partes do mundo como delícia culinária, mas pelo fato de que são sumamente venenosos, recordemos que contêm tetradotoxina, ocasionam várias mortes ao ano.

Os sintomas geralmente aparecem entre 20 minutos a 3 horas seguintes depois de comer o fugu venenoso. Geralmente ocorrem os seguintes sintomas ao ingerir o fugu mal preparado, e com ele a tetradotoxina:

  • Intumescimento dos lábiose da língua.

  • Intumescimento do rosto e das extremidades.

  • Sensação de luminosidade ou de estar flutuando.

  • Náusea.

  • Dor de cabeça.

  • Vômitos.

  • Dor abdominal.

  • Diarréia.

  • Dificuldade para caminhar.

  • Debilidade muscular extensa

Conclusão

Bem, o que podemos concluir de tudo isto? Que evidentemente o mito dos zumbis foi desmascarado pela ciência, que tudo se deve realmente à administração às vítimas das substâncias adequadas (neste caso a tetradotoxina), e a falta de oxigênio no ataúde faz o resto, juntamente com a superstição do povo. Cabe mencionar que o Código penal do Haiti pune severamente os indivíduos que envenenem com o propósito específico de reduzir pessoas a“zumbis”.

“E também se considerará tentativa de homicídio o envenenar de uma pessoa usando substâncias mediante as quais não é mortamas fica reduzida a um estado letárgico, mais ou menos prolongado, e isto sem consideração da maneira em que as substâncias foram usadas ou qual foi seu efeito posterior. Se depois do letargo a pessoa é sepultada, então o ato será considerado assassinato.”


Fonte: Ceticismo Aberto

terça-feira, 9 de março de 2010

O Bicho-Papão


O bicho-papão é uma figura fictícia da tradição da maioria das sociedades, que representa uma forma de meter medo às crianças, caso não façam o que lhes é mandado. O bicho-papão recebe também outras designações como o homem do saco, cuca, ou monstro do armário.

Já na altura das Cruzadas, os muçulmanos da Terra Santa personificavam o bicho papão no rei Ricardo, Coração de Leão, dizendo aos filhos: porta-te bem senão o Melek-ric vem buscar-te.

Todas estas designações estão associadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afaste ou contrariem os pais; a expressão "porta-te bem senão vem o homem do saco e leva-te" induzia assim o respeito das crianças sobre a eventual negligência deliberada, caso o monstro realmente viesse. Sentindo-se sozinhas e desamparadas, as crianças tendem a obedecer.

Quanto aos nomes conhecidos, existem diferentes comportamentos associados ao monstro:

O bicho-papão no mundo

A figura do bicho-papão é semelhante à do Père Fouettard na França, Krampus na Baviera e Áustria, Ruprecht ou Knechtruprecht em outras regiões da Alemanha.

No Brasil e em Portugal é comum usar-se o termo bicho-papão, mas curiosamente sua forma física parece nunca ser descrita; também se usa o termo homem do saco, mas este seria só um homem comum que seqüestra criancinhas.

Nos Países Baixos, ele tem o nome de Zwart Piet (Pedro negro). Ele tem a tarefa de recolher as crianças malvadas ou desobedientes e atirá-las no Mar Negro ou de levá-las para a Espanha. Na verdade, segundo a tradição, esses personagens lúgubres seriam mouros deixados nos Países Baixos durante a ocupação espanhola.

Em Luxemburgo, o Housecker tem no seu saco diverso rudden, pequenas varas de madeira, como os galhos de um chorão, para bater na bunda das crianças desobedientes. Com a evolução da educação, o Housecker não pune mais as crianças, contentando-se em distribuir uma vara, de maneira simbólica, às crianças ou adultos que a merecem. Em geral, trata-se de professores ou políticos locais que as recebem, fazendo rir todo mundo.

O Ralã-barrão é uma criatura mitológica que supostamente teria a capacidade de perturbar o sono das crianças, invadindo os seus sonhos.

Segundo a lenda, esse ser possui uma aparência humanóide, porém possui o corpo todo recoberto por uma densa pelagem de cor marrom escura, se assemelhando muito ao Pé-grande. As suas origens não são bem claras, sendo que para alguns se trata de um ser alienígena perdido no planeta Terra, enquanto que em outras versões se trata de um híbrido entre homem e alguma espécie de urso.