quarta-feira, 17 de março de 2010

Z.U.M.B.I.S


Um dos mitos mais difundidos é o dos zumbis, também chamados mortos-vivos. Segunda a lenda são seres que morreram, mas por ação de um sacerdote vodu regressaram à vida e se converteram em escravos dessas pessoas. Foram convertidos em lenda e muitas pessoas acreditam que são reais, e de certo modo são, mas lamento desapontar as pessoas que pensam que estes pobres homens estão nesse estado devido ao conjuro de um maléfico mago porque não é assim, e neste artigo explicarei porque. Adiante…

Mas, o que é o Vodu ?

Vodu (em Dahomey vodun,‘espírito’), crença religiosa majoritária no Haiti, que também é praticada em Cuba, Trinidad, Brasil e no sul dos Estados Unidos, sobretudo na Louisiana. O vodu combina elementos do cristianismo primitivo, do catolicismo e de religiões tribais da África ocidental, particularmente Benín.Os cultos vodu veneram um deus principal, o BonDieu; os ancestrais ou, mais geralmente, os mortos; os gêmeos e os espíritos chamadosloa. Os loa, que podem variar de um culto a outro segundo o país, são deuses tribais africanos que se identificam com santos do cristianismo. O deus serpente, por exemplo, é ligado a são Patrício. Outros elementos católicos no vodu incluem o uso de velas, sinos, cruzes e orações, assim como a prática do batismo e o sinal da cruz. Entre os elementos africanos estão a dança, os tambores e a veneração de ancestrais e gêmeos.

Os rituais do vodu estão dirigidos cuidadosamente por um sacerdote ou santo, chamado houngan,ou uma sacerdotisa, chamada mambo..

E o que é um Zumbi?

Zumbi ou Zumbie, no vodu haitiano, corpo sem alma a que se devolve a vida para ser empregado em trabalhos físicos.

Nas tradições vodu, um zumbi é:

Um ser humano a quem um bokor (sacerdote ou sacerdotisa) roubou o ti bonange(alma menor). Este roubo é feito mediante técnicas de magia negra quando a pessoa está morrendo, e imediatamente depois de morrer. O tibonange é conservado em uma garrafa pelo ladrão, que a partir desse momento tem controle absoluto do corpo da pessoa morta. Esta carece de pensamento e controle autônomo, de modo que pode ser manejada como um escravo total e absoluto por parte do ladrão. Com o passar do tempo, o zumbi vai deteriorando-se, como se aprodecesse, e finalmente seu corpo acaba por morrer também.

O zumbi se converte assim em escravo do houngan, servindo-o em um estado de transe cataléptico como ‘morto vivo’. Acredita-se que os ghede(espíritos dos mortos que usam chapéus de copa) também podem criar zumbis.

Como os vampiros e lobisomens, os zumbis se converteram em personagens freqüentes de quadrinhos e filmes de terror.

Acredita-se que zumbi vem de zumbi, uma palavra que no Zaire se utiliza para referir-se aos médiuns, fantasmas ou outros espíritos dos mortos. A mesma palavra, zumbi, também se refere a um deus com forma de serpente píton, reverenciada por alguns povos do oeste africano.

A Explicação

Depois de tudo isto, cabem duas perguntas: Os zumbis realmente existem? E se existem, o que são? Desde o começo é preciso descartar que sejam literalmente mortos vivos, por mais que se diga que é possível infundir vida (mesmo que seja metade) a um corpo humano declarado clinicamente morto. O que resulta inegável é que no Haiti tem existido, e provavelmente continuará a existir, seres humanos chamados zumbis, cuja condição física, anímica e mental não é normal, que se encontrem em algum tipo de profundo transe, e que obedecem a quem os dominam. Isto independentemente de mitos, lendas e folclore.

Uma explicação perfeitamente racional é que, em muitos casos, os supostos zumbis são pessoas que padecem de deficiência mental. Algumas descrições de comportamento de zumbis correspondem vagamente aos de um caso de loucura convencional. Possivelmente, por vergonha ou outro motivo, uma família esconde cuidadosamente um parente que padece de problemas mentais. Então quando algum vizinho vê a pessoa, que age como zumbi e que acreditavam star morta há muito tempo atrás, juram que viram um morto vivo. Dadas a credulidade e a imaginação por vezes transbordante do ser humano, com o passar do tempo uma situação deste tipo pode converter-se facilmente em mito ou lenda. Esta parece uma explicação perfeitamente lógica do fenômeno zumbi. Mas há outra que pode explicar aqueles casos que aparentemente são “inexplicáveis”. Vejamos.

Sabe-se que os bruxos, magos, sacerdotes (como for), são capazes de induzir um estado cataléptico em suas vítimas. Uma catalepsia tão convincente que parecem autenticamente mortas, e assim são declaradas e sepultadas. Posteriormente são retiradas de suas tumbas e mediante uma cuidadosa combinação de drogas, são mantidas em um estado catatônico. Há alguns anos descobriu-se em que consistem essas drogas. O descobrimento foi feito por um investigador norte-americano, Wade Davis, quem viajou ao Haiti e até chegou a escrever um livro intitulado “A Serpente e o Arco-Íris”. Davis descobriu exatamente a fórmula usada por um bokor para converter uma pessoa em zumbi, e pôde comprovar que, usada por um perito, efetivamente reduz a vítima a um estado catatônico comparável com o de morte. E constatou deste modo que, quando o feiticeiro profanava a tumba do “morto” depois do sepultamento, dava outra poção à vítima para tirá-la de sua catatonia, embora a pessoa jamais voltará a ser a mesma. Ficará reduzida ao nível mental de umapessoa lobotomizada, ou seja, uma pessoa a quem se extirpou parte do cérebro. Este último aspecto é devido à privação de oxigênio que sofre o cérebro, conseqüência do ambiente fechado do ataúde em que foi colocado o desafortunado.

O curioso da revelação foi o “ingrediente secreto” da “fórmula zumbi&qu
ot;. Além de narcóticos diversos, a fórmula continha
tetradotoxina, veneno neurotóxico que se encontra no baiacu, e em algumas rãs venenosas.

O Peixe-balão (baiacu ou fugu)

Existem 120 espécies deste peixe, a maioria vive em águas tropicais, embora algumas espécies sejam de água doce, os peixes baiacu compõem a família Tetraodôntidos, ordemTetraodontiformes. O que vemos na ilustração é um peixe-balão espinhoso.

São muito apreciados em diversas partes do mundo como delícia culinária, mas pelo fato de que são sumamente venenosos, recordemos que contêm tetradotoxina, ocasionam várias mortes ao ano.

Os sintomas geralmente aparecem entre 20 minutos a 3 horas seguintes depois de comer o fugu venenoso. Geralmente ocorrem os seguintes sintomas ao ingerir o fugu mal preparado, e com ele a tetradotoxina:

  • Intumescimento dos lábiose da língua.

  • Intumescimento do rosto e das extremidades.

  • Sensação de luminosidade ou de estar flutuando.

  • Náusea.

  • Dor de cabeça.

  • Vômitos.

  • Dor abdominal.

  • Diarréia.

  • Dificuldade para caminhar.

  • Debilidade muscular extensa

Conclusão

Bem, o que podemos concluir de tudo isto? Que evidentemente o mito dos zumbis foi desmascarado pela ciência, que tudo se deve realmente à administração às vítimas das substâncias adequadas (neste caso a tetradotoxina), e a falta de oxigênio no ataúde faz o resto, juntamente com a superstição do povo. Cabe mencionar que o Código penal do Haiti pune severamente os indivíduos que envenenem com o propósito específico de reduzir pessoas a“zumbis”.

“E também se considerará tentativa de homicídio o envenenar de uma pessoa usando substâncias mediante as quais não é mortamas fica reduzida a um estado letárgico, mais ou menos prolongado, e isto sem consideração da maneira em que as substâncias foram usadas ou qual foi seu efeito posterior. Se depois do letargo a pessoa é sepultada, então o ato será considerado assassinato.”


Fonte: Ceticismo Aberto

terça-feira, 9 de março de 2010

O Bicho-Papão


O bicho-papão é uma figura fictícia da tradição da maioria das sociedades, que representa uma forma de meter medo às crianças, caso não façam o que lhes é mandado. O bicho-papão recebe também outras designações como o homem do saco, cuca, ou monstro do armário.

Já na altura das Cruzadas, os muçulmanos da Terra Santa personificavam o bicho papão no rei Ricardo, Coração de Leão, dizendo aos filhos: porta-te bem senão o Melek-ric vem buscar-te.

Todas estas designações estão associadas ao mal que pode ocorrer às crianças caso se afaste ou contrariem os pais; a expressão "porta-te bem senão vem o homem do saco e leva-te" induzia assim o respeito das crianças sobre a eventual negligência deliberada, caso o monstro realmente viesse. Sentindo-se sozinhas e desamparadas, as crianças tendem a obedecer.

Quanto aos nomes conhecidos, existem diferentes comportamentos associados ao monstro:

O bicho-papão no mundo

A figura do bicho-papão é semelhante à do Père Fouettard na França, Krampus na Baviera e Áustria, Ruprecht ou Knechtruprecht em outras regiões da Alemanha.

No Brasil e em Portugal é comum usar-se o termo bicho-papão, mas curiosamente sua forma física parece nunca ser descrita; também se usa o termo homem do saco, mas este seria só um homem comum que seqüestra criancinhas.

Nos Países Baixos, ele tem o nome de Zwart Piet (Pedro negro). Ele tem a tarefa de recolher as crianças malvadas ou desobedientes e atirá-las no Mar Negro ou de levá-las para a Espanha. Na verdade, segundo a tradição, esses personagens lúgubres seriam mouros deixados nos Países Baixos durante a ocupação espanhola.

Em Luxemburgo, o Housecker tem no seu saco diverso rudden, pequenas varas de madeira, como os galhos de um chorão, para bater na bunda das crianças desobedientes. Com a evolução da educação, o Housecker não pune mais as crianças, contentando-se em distribuir uma vara, de maneira simbólica, às crianças ou adultos que a merecem. Em geral, trata-se de professores ou políticos locais que as recebem, fazendo rir todo mundo.

O Ralã-barrão é uma criatura mitológica que supostamente teria a capacidade de perturbar o sono das crianças, invadindo os seus sonhos.

Segundo a lenda, esse ser possui uma aparência humanóide, porém possui o corpo todo recoberto por uma densa pelagem de cor marrom escura, se assemelhando muito ao Pé-grande. As suas origens não são bem claras, sendo que para alguns se trata de um ser alienígena perdido no planeta Terra, enquanto que em outras versões se trata de um híbrido entre homem e alguma espécie de urso.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Hello Kitty, Uma boneca do Demônio?



Havia uma menina de cerca de 14 anos que estava em fase terminal de câncer na boca. Os médicos já haviam tirado todas as esperanças da família em relação a cura da garotinha. A mãe da menina, desesperada, tomou uma decisão insana. Fez um pacto com o Demônio, consagrou a menina ao Demônio para que ele a curasse e como promessa, criaria uma marca que afetaria todo o mundo ( no caso a Hello Kitty). Posteriormente o Demônio curou a garotinha, e a mãe cumpriu o que havia prometido, criou a Hello Kitty. A palavra Hello, em inglês quer dizer olá. A palavra Kitty, é de origem chinesa e quer dizer Demônio. Logo Hello Kitty quer dizer: Olá Demônio. Vocês pode perceber que a Hello Kitty não tem boca, devido ao caso da garotinha ter o câncêr na boca. A Hello Kitty é um símbolo da Nova Era. A Nova Era é uma seita que vai contra todos os princípios de Deus. Ela busca criar símbolos "bonitinho" para agradar a todos. Hello Kitty quer dizer: olá demônio. Não se preocupe o mínimo que você tem a fazer é queimar tudo que tiver que tenha o desenho essa bonequinha!

Lenda Urbana: A Carona


Uma vez em uma certa estrada muito perigosa, em uma noite muito chuvosa um caminhoneiro já perto do seu destino, vê uma mulher com uma capa de chuva amarela pedindo carona. Sensibilizado com o sofrimento da mulher, resolve ajuda-la: Para onde a senhora esta indo? Minha casa fica na beira da estrada a uns 3 quilômetros daqui... vim até a casa de uns amigos aqui, e preciso voltar para casa, mesmo embaixo dessa chuva toda, pois minha mãe deve estar muito preocupada. Pode me dar uma carona ? Claro pode subir. Era uma moça muito bonita e simpática. Ela tirou a capa de chuva e começou a conversar com o motorista animadamente, e ele sentiu até um carinho por ela pois ela era muito espontânea e de bem com a vida. Chegando ao local indicado pela moça, ela agradeceu o motorista , deu-lhe um beijo no rosto e despediu-se. Logo ao sair, o motorista reparou que ela havia esquecido a capa de chuva no caminhão, e como estava perto resolveu voltar para devolvê-la a moça. Bateu à porta da casa, e viu sair uma senhora de uns 60 anos mais ou menos. Boa noite minha senhora, eu dei uma carona para a Ana, e ela acabou esquecendo essa capa no meu caminhão, poderia entregar a ela por gentileza ? Com lágrimas nos olhos a senhora responde: Por favor meu senhor, não brinque com essas coisas... a minha filha Ana morreu há 5 anos atrás atropelada numa noite muito chuvosa igual a essa, quando tentava voltar para casa, não brinque moço... não brinque! Pense sempre duas vezes antes de dar carona!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Lenda Urbana: Bloody Mary


Há cerca de 50 anos atrás, uma garota de aproximadamente 16 anos camada Mary teve uma briga com seu namorado e ela acabou tudo, seu namorado não conformado com o acontecimento , foi ate uma bruxa do mal e a pagou para que Mary ficasse presa dentro do espelho, mas não viva e sim morta desde então ela é conhecida como, Bloody Mary, quem a invoca morre é simples você precisa apenas repetir 3 vezes BLOODY MARY na frente do espelho cuidado ela aparece na hora que você a chama e arrancará seus olhos levando-o à morte se funcionar a luz vai piscar portas e janelas de onde você esta vão se fechar e não se abriram ate ela te pegar.

De Que Você Tem Medo?

Todos sabemos que o medo é uma reação protetora e saudável do ser humano. O medo "normal" vem de estímulos reais de ameaça à vida. A cada situação nova, inesperada, que representa um perigo, surge o medo. Mas e quando tudo tem causado medo e não conseguimos agir?

Todo mundo teme algo - assaltos, aviões, doenças, dentistas, solidão, entre outras coisas. Claro que a intensidade do medo é intensificada pelo histórico de vida de cada um. Portanto, diante de nossos pavores, só nos restam duas alternativas: lutar ou fugir.

Em princípio, lutar pode ser uma reação positiva. Isso não quer dizer que fugir seja uma reação negativa. Tudo depende da situação e é preciso reconhecer os próprios limites. Quando há uma situação de ameaça real à sua vida, o medo não é uma reação patológica, mas de proteção e autopreservação.

O mesmo não acontece quando estamos sob o domínio do pânico e o medo passa a tomar conta de nossa consciência. Quando em pânico, a pessoa nem foge nem enfrenta, mas fica paralisada e sem controle. Nesses casos, deve-se buscar a sua origem para conseguir agir.

Situações reais de perigo exigem discernimento, mas o medo irracional, sem causa real, deve ser enfrentado. Nosso inconsciente não diferencia fantasia de realidade. Por isso, ficar pensando em todas as vezes que não conseguiu, ou ainda, que nem adianta começar, baseando-se nas experiências anteriores negativas, fará com que sua mente reaja de acordo com esse pensamento, pois o medo nasce da associação que nossa mente estabelece com essas experiências, sem discernir que não ocorrerão mais. Sua mente não sabe distinguir o que é passado e presente, realidade e fantasia. E se esse seu pensamento continuar presente, sua mente irá acreditar nele como real.

Como surge o medo?

Além dos perigos iminentes e reais, nossos temores podem aparecer por causa das associações que fazemos ao longo da vida. Por exemplo, uma criança que teve sua casa destruída durante uma tempestade pode sentir-se ameaçada por uma tragédia toda vez que chover intensamente. Querendo ou não, sua mente fará essa relação. Ou pessoas que passaram por muitas privações quando crianças e que não tinham o que comer, ou "brigavam" com os irmãos pela comia, podem desenvolver uma tendência de comer exageradamente, como se sentissem, ainda que inconscientemente, medo de passar fome novamente ou então para compensar aquilo que não tiveram.

Isso pode ocorrer. Nossa mente inconsciente é atemporal: não tem passado nem futuro. É como se tudo estivesse sendo vivenciado no momento presente. Não há discernimento do que aconteceu, o passado e o presente se misturam. O medo de que não vai conseguir é muito comum e acaba interferindo diretamente na auto-estima, no amor-próprio e na autoconfiança. Uma pessoa que não age por medo de não conseguir, não acredita em sua capacidade e, assim, está perdendo também a oportunidade de reverter todo esse quadro.

Pode ainda haver o medo de aumentar mais o peso e, assim, ter problemas de saúde, sobrecarregar os órgãos, medo esse por motivos concretos que podem estimular muitos a mudar seus hábitos em busca de uma melhor qualidade de vida. Se você consegue, ao menos, pensar que pode enfrentar a situação, já é um progresso. Mas, e quando nada conseguimos fazer, a não ser sentir medo?

Quando alguém diz que não consegue, que vai desistir porque sabe que não irá conseguir, geralmente são pessoas que estão com a auto-estima muito baixa e que se amam muito pouco ou não se sentem capazes de cuidar de si mesmas. Querem fórmulas mágicas, resultados imediatos. Querem o impossível, pois assim fica mais fácil justificarem para si mesmas que irão desistir por medo.

Procure descobrir o que o medo simboliza para você, o que ele representa, pois, quanto mais o negamos, mais poderoso ele se torna. Explore seu medo, descubra o que está por trás dele. Se tiver dificuldade para fazer isso, busque ajuda profissional. A pessoa mais prejudicada nesse processo todo é você mesma. Por isso, arregace as mangas e trabalhe contra tudo isso, sem pensar em desistir. Afinal, ou o medo controla você ou você o controla. Qual você prefere?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Halloween: Origem e Lendas


Para entender um pouco sobre a origem do Halloween, precisamos voltar no tempo e conhecer outros povos e regiões encontrados hoje apenas em registros de livros e crendices populares. É do século VI a. C. os primeiros relatos referentes ao povo celta, que, de acordo com a história, surgiu originalmente na região leste do país que é conhecido hoje como Alemanha. Foi através dos seis séculos que tiveram de existência, que os celtas se consolidaram como um importante povo e se expandiram por diversas regiões da Europa, em especial a Irlanda. Tratava-se de uma população voltada para a agricultura e atividades de artesanato, que vivia em aldeias simples localizadas nas florestas ou próximo de cavernas e grutas. Porém, também era uma civilização ligada aos mistérios da vida, da natureza e que desenvolveram várias crenças relacionadas ao mundo não físico dos espíritos.

Os celtas se dividiam em várias classes e uma destas, considerada especial, era formada pelos druidas, que representavam os herdeiros e guardiões das tradições religiosas, ou melhor, os sacerdotes e magos da comunidade. Os druidas eram estudiosos da astronomia e da medicina, além de possuírem dons proféticos e acreditarem que a alma era imortal e podia reencarnar várias vezes. A instituição do druidismo foi um poderoso fator de unidade do mundo celta e, por isso, combatida pelos romanos durante as conquistas. Os druidas acreditavam em vários deuses e realizavam cerimônias e rituais que incluíam sacrifícios, inclusive humanos, em homenagem a esses deuses.


A cultura celta era extremamente bem organizada e o seu calendário era dividido em quatro meio trimestres, que na verdade representavam as estações do ano e eram adequadas às épocas para colheitas. O dia 31 de outubro era uma destas datas de transição marcando o fim do ano céltico e o começo da entrada para o inverno, ou seja, anunciava uma época em que não haveria colheita e deveria ser de privações. Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain, deus celta dos mortos e príncipe das trevas, voltava com os espíritos dos não vivos. Segundo a lenda, todos que morreram ao longo daquele ano regressavam à procura de corpos vivos para possuir e usar até a próxima noite de 31 de outubro.

A vigília de Samhain passou então a ser considerada pelo povo celta como um dia maldito e de azar, pois os vivos não queriam ser possuídos pelas almas que vagavam nesta noite. Fogueiras eram acesas nas colinas para afugentar tais espíritos, enquanto que as tochas dos vilarejos eram apagadas para que o local fosse considerado frio e sem vida pelas almas e estas não circulassem pelo lugar. Alguns grupos de moradores das aldeias utilizavam "fantasias" e máscaras a fim de assustar os espíritos que procuravam corpos para possuir.


Durante esta noite, os druidas realizavam cerimônias com objetivo de apaziguar as almas errantes para que elas seguissem em paz para uma outra esfera da consciência. Eles também acreditavam ter premonições e visões de coisas boas e ruins durante esta vigília, e utilizavam vários tipos de magia, inclusive através do fogo. Era na noite de Samhain que os druidas queimavam vivos os prisioneiros de guerra, criminosos e animais; enquanto observavam a posição dos corpos em chamas, eles diziam ter presságios e avisos.

Por ser considerada uma noite mística, os druidas acreditavam que outros seres da natureza, como bruxas, fadas e duendes também saiam de seus esconderijos no dia 31 de outubro para prejudicar os vivos. Mesmo com o fim da civilização celta, por motivos desconhecidos até hoje, no século I d.C., os habitantes locais permaneceram com várias de suas tradições, incluindo as celebrações e vigílias do dia 31 de outubro.

Porém foi a Igreja Católica quem foi responsável pelo nome Halloween tão popular hoje em dia. Era então século VIII d. C., quando os cristãos já celebravam uma data importante para a sua religião, o Dia de Todos os Santos, que serve para homenagear as importantes entidades religiosas já falecidas da Igreja, que diferente da cultura celta, não acreditava em contato com o mundo espiritual ou reencarnação. Foi nesta época que o império romano estava dominando várias regiões e impondo o Cristianismo como religião obrigatória. E para a Igreja Católica, a única maneira de manter os pagãos nas missas, era permitindo a prática de algumas tradições e costumes originais destes povos dominados.

Foi no ano de 835 d. C., que o papa Gregório III, permitiu que os territórios recém ocupados pela Igreja, como a Irlanda, combinassem o antigo ritual de Samhain com as tradições cristãs, sendo a partir desta data que o Dia de Todos os Santos, que era celebrado no mês de maio, fosse transferido para 1 de novembro. E do inglês antigo "Hallowed", que significa "All Hallows Eve", em bom português "Noite de Todos os Santos", surgiu o termo Halloween. Em 1840, os primeiros imigrantes irlandeses, em busca de prosperidade, foram viver nos Estados Unidos, Canadá e outros países e junto com eles, levaram seus costumes.

Fica uma dúvida? Por que então existe uma forte referência no Halloween às bruxas, uma vez que a tradução literal da palavra não tem alusão qualquer a bruxaria? Tal explicação real é desconhecida para esta dúvida. Sabe-se que os antigos druidas acreditavam em bruxas e julgavam que na noite do dia 31 elas saiam de seus esconderijos fortalecidas pelo espírito de Samhain. Também de acordo com lendas celtas, as bruxas se reuniam duas vezes ao ano, nos dias 30 de abril e 31 de outubro. Porém, tudo não passa de especulações e lendas.

Com a chegada do século XX, os festejos de Halloween já possuíam identidade como os que conhecemos hoje, quando as crianças saem às ruas usando fantasias de bruxas e monstros e visitando as casas vizinhas para recolher doces e outras guloseimas. Os adultos também comemoram a data em festas a fantasia com música e bebida.

No cinema existem diversos filmes, dos mais variados gêneros que abordam o tema do Halloween, porém, a grande maioria, independente de terem resultados bons ou ruins, passa longe de qualquer explicação mais profunda sobre o tema. Claro que nos próximos dias 31 de outubro, a maioria das pessoas vai e deve comemorar o Halloween da atual forma como conhecem, com festas, músicas e brincadeiras, porém é importante saber que, séculos atrás, um povo que não mais existe, via nessa noite um momento especial do ano. Um período de respeito, magia, espiritualidade e medo que ficou perdido no tempo, assim como as histórias e mitos que deram origem ao Halloween.

Curiosidades:

- Um fato interessante é que foi na própria cultura celta que surgiu um dos jargões mais famosos do Halloween da atualidade. O "Trick or Treat", em português "gostosuras ou travessuras". Para o povo celta, os espíritos malignos eram apaziguados quando se deixava comida para eles. Com o passar do tempo, os mendigos começaram a pedir alimentos em troca de orações para pessoas mortas. Após o fim da civilização céltica, através de uma lenda irlandesa, a frase teria ficado marcada graças a um homem que conduzia uma procissão que tinha como objetivo arrecadar oferendas de agricultores para que as colheitas não fossem devastadas por demônios. O tal homem ameaçava então os plantadores para que eles dessem comida, caso contrário, sofreriam com a travessura das almas maléficas em suas plantações.


- As tradicionais cores utilizadas nas decorações e fantasias hoje no Halloween, laranja, roxo e preto, também têm origem celta. A primeira era considerada de grande vitalidade e energia. Durante a noite de Samhain, os espíritos se aproximavam dos vivos, em especial dos que utilizassem roupas com o laranja, para sugar a energia encontrada na cor.